Idéia Fixa

Ao dar início a este texto, eu tinha uma idéia fixa. Acho que todo mundo já teve uma dessas. Creio que esta é uma daquelas coisas que surgem na mente das pessoas com o intuito de perturbá-las e até mesmo destruí-las quando não são resolvidas da maneira correta. Não é isso o que eu quero, quero mesmo é escrever e descrever minha idéia fixa. De repente me peguei pensando de onde eu tinha tirado a idéia de que estava com uma idéia fixa. Sabia que já havia lido algo sobre isso e a última coisa que realmente desejava era plagiar alguém. Daí, fui à Internet e digitei o termo no Google. Encontrei o que buscava: um capítulo de um de meus livros preferidos, Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Tudo bem, eu gosto muito da obra, mas literatura nunca foi meu forte... Li o capítulo e sim, me dei conta de que realmente estava com uma idéia fixa e esta exigia uma solução.
Conheço alguém que conhece uma pessoa que é parente de uma moça que se envolveu com um rapaz. Ok, isso é meio louco, mas eu precisava de uma cobaia para meu experimento (momento Dexter, bem saudosista). Acredita-se que o rapaz seja um cara maravilhoso: inteligente, perspicaz, objetivo, com um excelente gosto musical... tudo perfeito. A moça não tem muito atrativos (cuidado com os comentários), mas é uma pessoa legal, objetiva, apesar de muitas vezes deixar que as oportunidades escapem por entre seus dedos. Ele é tudo o que ela quer ser. Ele, de certa maneira, precisa dela. A vida parece que colocou um no caminho do outro: ela foi parar, assim, do nada, ao lado dele. Os dois são comprometidos, mas não um com o outro. Isso é um grande problema.
Após toda essa embromação, entremos, pois, na idéia fixa (Machado que me desculpe, mas vou usurpar-lhe o termo, creio que não ele não voltará para puxar meu pé). É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo? Há um tempinho, conversei com uma amiga que teve o mesmo problema e se decepcionou. Ela disse que é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo. Eu me pergunto como isso pode ser possível... é estranho, mas cheguei à conclusão de que isso pode acontecer, especialmente quando as pessoas são vulneráveis e, talvez, carentes de algo que lhes seja importante. Mas, sabendo como sou, creio que serei, mais adiante, extremamente contraditória, então, se pensou em desistir de ler isso, pode parar agora.

Resolveu continuar? Então, não reclame depois...

Pensemos, primeiramente, nos laços que nos unem as pessoas: amigos, parentes, ídolos (sim, ídolos! Mas só pra quem tem um) e todas as pessoas que de alguma forma, tornaria nossa vida sem sentido se jamais tivesse passado por ela. Temos brigas familiares, algumas mais graves que outras, mas dificilmente alguém deseja o afastamento ou a morte de um irmão, de um pai ou uma mãe com quem por vezes se tem desentendimentos. Falar dos amigos, então... estes são os irmãos que escolhemos, aquelas pessoas que estão conosco sempre que o mundo ameaça desabar sobre nossas cabeças, que aparecem sempre que nosso coração (ou a vodca) ludibria nossa mente e tenta nos levar a fazer coisas que não faríamos em momentos de lucidez. Muitas pessoas ainda têm ídolos, aquelas pessoas a quem se admira, quem gostaríamos de ser afinal, este ídolo pode ser uma pessoa conhecida ou um anônimo, mas todos têm um, especialmente aqueles que querem apenas ser a si mesmos. Estes são casos de amor, maneiras diferentes de amar. São mais simplesmente descritíveis do que a forma que será abordada a seguir, embora ambas tenham complexidades semelhantes.
O casal descrito anteriormente não se encaixa na descrição apresentada por um motivo simples: o relacionamento existente entre os dois não é fraternal, desperta desejos e sensações que não se sente por um irmão ou um amigo. Contudo, a garota alimenta o mesmo tipo de sentimento pelo namorado e pelo rapaz com quem está começando a sair. Será que alimenta mesmo? Volta-se, portanto, à idéia fixa: é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo? Agora eu digo que não e por um motivo simples: por mais feliz que esteja com um ou outro, sempre ficará a dúvida sobre o futuro. Apesar da contemporaneidade tentar provar que monogamia é cultural, a maior parte das pessoas todavia busca alguém único com quem dividir a vida. A probabilidade de sentir atração – não apenas física – por alguém é sempre algo inerente ao ser humano, entretanto, amar, aquele amor arrebatador que faz a cabeça virar 360º e deixa você vivo para analisar o resultado, só se ama a uma pessoa. A dúvida leva a um questionamento: será que o que sentimos é realmente amor?
Sei que tudo parece meio confuso, mas isso me leva, mais uma vez, ao título do blog: analisar a  nós mesmos para sabermos o que realmente buscamos na vida. Eu, atualmente, quero apenas aprender a viver, pois acho que não há nada mais difícil que isso. Bem, como essa questão ainda não se consolidou como uma idéia fixa, acredito que seja um tema para uma outra reflexão... Contudo, eu me pergunto: Cris, where are you? (Scooby-Doo moment... Yes, I love cartoons!)

:: Postado por Sirlene Farias às 14h06
::
:: Enviar esta mensagem

Meu Perfil

BRASIL , Sudeste , Mulher , de 20 a 25 anos , Portuguese , Livros , Informática e Internet , Acho que quase tudo vale pra Cris

Meu Humor

Links

:: UOL - O melhor conteúdo
:: BOL - E-mail grátis

Votação

Dê uma nota para meu blog

..:: INDIQUE ESSE BLOG ::..

08/10/2006 a 14/10/2006

17/09/2006 a 23/09/2006

10/09/2006 a 16/09/2006

Visitas

Créditos

Layout por

..:: Carmem Design ::..
Todos os direitos reservados ©

..:: Carmem Design  ::..